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A incrível evolução das interfaces digitaisSaiba porque os principais elementos da interface digital revolucionaram a forma como você navega hoje

The apple, the hamburguer and the wardrobe

Saiba porque os principais elementos da interface digital revolucionaram a forma como você navega hoje

Falar sobre evolução de interfaces requer uma análise profunda. Por isso, nada melhor refletir sobre as suas próprias experiências. Vamos começar testando a sua memória: você se lembra da primeira vez em que navegou na internet?

Na época deve ter sido mágico, mas atualmente a experiência não seria uma das melhores, afinal, hoje desenvolvemos, ao longo dos anos, expectativas muito claras sobre as funcionalidades que a página na web oferece. Em outras palavras, não precisamos mais testar os recursos para “ver o que acontece”.

Já que demos uma prévia de como será o papo de hoje, continue lendo o texto, pois vou explicar melhor sobre os padrões de navegação que os designers usam para ajudar o usuário a atingir seus objetivos da forma mais produtiva. Vamos lá!

Usabilidade em interfaces

Quando falamos em usabilidade de uma página, logo pensamos em botões, textos, contornos, aquele drop-shadow massa e os dez gradientes que dão um efeito legal de onda. Mas indo um pouco além, é função do designer decidir o que acontece quando o usuário aperta determinado botão.

Ao observarmos uma tela, geralmente os elementos gráficos são o ponto de partida da experiência. Entretanto, à medida em que o usuário passa pela mesma tela dez vezes, fazendo a mesma coisa, a repetição começa pesar, causando um certo desconforto na navegação.

Lembra daquele site de viagem que tem dez mil passos para ver os preços das passagens? Pois é, ele serve de bom exemplo para mostrar o quão confuso é navegar em um ambiente que não proporciona padrões de interfaces que vão direto ao ponto. Não é à toa que o site saiu do mercado.

A evolução de interfaces digitais

Tudo na vida evolui. Consequentemente, os hábitos dos usuários também. Por isso, vamos usá-los de exemplo para explicar como os designers organizam uma determinada ação. Veja só!

A partir do desenvolvimento de interfaces, os comandos de programação se transformaram em botões no teclado, computador, mouse, itens de menu, na tela, entre outros. Com isso, as interfaces começaram a ficar cada vez mais variadas.

Para entender melhor o motivo desse comportamento, é necessário analisar essas interfaces de forma esmiuçada. Vou explicar melhor abaixo.

Interfaces de remoção

Antigamente, só existiam linguagens de programação e linhas de comando. Apesar de ser bem difícil fazer uma ferramenta dessas, também era muito fácil nomeá-las. Um bom exemplo disso é a combinação do comando rm com os parâmetros -rf /. Não se assuste, mas ele é capaz de apagar tudo que está no diretório raiz do sistema. Quem diria que isso pode fritar seu computador, não é mesmo?

Comando perigoso

No começo, as linhas de comando eram muito complicadas e, por isso, era necessário estudá-las para usar o computador — ou pelo menos não estragá-lo no processo. No entanto, estes códigos eram a forma de expressar tudo que podia ser feito, sendo a forma mais rápida de atingir completude (completeness) no acesso às funcionalidades de um software.

Desde então, tivemos vários outros avanços na interface gráfica, uns elementos permaneceram porque ajudavam muito, outros desapareceram.

A importância da percepção do usuário

A barra de menus é o exemplo de um componente que ficou e, mesmo que não seja tão usado na navegação, ele serve para guiar o usuário em situações bem específicas.

Quando uma pessoa abre um novo programa e não saber o que fazer naquele espaço, com certeza, ele irá recorrer à barra de menus. Por isso, ela se tornou um elemento importante de achabilidade (findability).

Uma recomendação é que os elementos estejam o mais disponíveis possíveis para o usuário. Para isso, é recomendável desenhar bem a barra de ferramentas, inserir botões em locais estratégicos e inserir etiquetas nos ícones. Assim, o usuário poderá usar a sua capacidade de descoberta (discoverability) para localizar e acionar o que precisa.

Conceitos base, completude, achabilidade e descoberta

Interfaces que facilitam a nossa vida

Ao acessar um sistema pela primeira vez, é natural que o usuário tente se familiarizar de alguma forma com ele. Logo, é importante que a navegação seja simples, intuitiva e agradável.

Computador com gabinete, mouse e teclado

Se o usuário se sente confortável com a interface, ele será cada vez mais produtivo em seu dia a dia, afinal, ter tudo ao seu alcance é realmente prático, não é mesmo? Essa praticidade que determina o critério de usabilidade de um sistema.

Por fim, não podemos nos esquecer do mouse, teclado, CPU, entre outros equipamentos. Embora pareçam antiquados, estes são utilizados há anos e, por isso, têm uma boa razão para existirem. Em suma, eles são os responsáveis por fazer do nosso computador a interface mais produtiva que existe.

Mouse, teclado, menu, busca, listas e grades


Este texto faz parte de uma série composta com a ajuda da AIS Digital. Siga eles no Medium para mais conteúdo interessante!